sábado, 6 de agosto de 2016

Castelo de Cartas

Atualmente, Portugal e o Mundo aperceberam-se que as coisas têm de mudar, que os padrões devem ser alterados, ou melhor, que devem ser evoluídos mesmo que isso signifique um rumo diferente daquele que se tem vindo a tomar. Os paradigmas económicos e sociais com que sempre sonhámos para esta Europa já não existem mais, podemos dizer que estão ultrapassados, mas eu preferir dizer que na verdade nunca existiram na realidade do seu conceito. Conceitos que nunca passaram de apenas sonhos de se criar um mercado europeu globalizado, liberal e justo para todos os europeus. Um sonho, que acabou por ser o rastilho da destruição da paz europeia e só não vê isso quem não quer. Nós, Portugal, temos toda uma economia completamente abalada e destruída.
O sector financeiro está destruído e encontra-se à deriva do sector financeiro europeu, o sector primário encontra-se altamente dependente dos subsídios da U.E., o sector fabril cresce em pequenos nichos de mercado, mas que são insuficientes para “sustentar” as necessidades da mão-de-obra que temos desempregada e no fundo, apenas o turismo tende a apresentar crescimentos exponenciais. Contudo, este deve ser visto como um impulsionador e não como o “salvador da pátria” para a economia portuguesa. Podemos querer negar, mas Portugal tem-se destruído anos após anos em prol do sonho europeu, e nos últimos 4 anos, vimos um anterior governo apresentar-se como um bom discípulo, aceitando sacrificar o futuro da economia portuguesa e de todo o sector empresarial português em prol de “não se sabe bem o quê”.  Mas agora, que Portugal através do “Governo de Geringonça” quer-se fortificar, quer mostrar que não somos tão pequenos como nos querem fazer ser e que também nós temos uma voz ativa, vem a oposição com toda a pompa e circunstancia repudiar levianamente o atual Governo sobre as possíveis sanções, criticando e acusando-os de estarem a “deitar ao ar quatro anos de duros sacrifícios suportados pelos portugueses”, de “querer destruir quatro anos de um excelente trabalho feito pela anterior coligação” e de sermos os meninos mal comportados e revolucionários de toda esta União Europeia!
O atual líder do PSD, comporta-se como uma pequena criança a quem foi “retirado” o seu “brinquedo”. Comporta-se de uma forma birrenta, mesquinha e vingativa, esquecendo-se que numa época tecnológica como a que hoje vivemos, a informação é transmitida de imediato, e que tudo aquilo que se possa dizer, torna-se viral e prejudicial para qualquer negociação entre Portugal e a Europa, prejudicando ferozmente todos os portugueses. E isso notou-se nas constantes “declarações” facciosas que o atual líder do PSD, ostentou com factos completamente distorcidos da realidade, tornando a sua condição de líder de oposição num verdadeiro colapso de credibilidade.  A sua postura, colocou mesmo o PSD numa posição muito pouco favorável e isso notou-se nas últimas sondagens apresentadas.
Os portugueses começam a perder a paciência, querem resultados, querem Governos fortes que os defendam! Não querem uma oposição que apenas defenda os interesses dos “parceiros” europeus e muito menos “sustentada” num “castelo de cartas” que se encontra a perder a sua base como acontece atualmente com o PSD.

O colapso interno do PSD ramifica-se a todos os seus “braços”, ramifica-se de tal forma que internamente, se encontram em verdadeiras “Guerras de Dragões” (se me permitem utilizar uma analogia à mítica série Game of Thrones), numa luta constante de obtenção de poder e não de análise ao que de melhor se pode fazer por Portugal. E quer se queira quer não, o PSD Açores está no mesmo rumo, está no mesmo processo de “guerrilha” interna que em nada transmite as garantias necessárias para serem o partido seguro que pretendem demonstrar ser. E para perceber isso, basta ler as palavras do ex-Deputado Cláudio Lopes para nos apercebermos do descalabro em que o PSD Açores se encontra atualmente.

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