quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Pico 2016


Terminou 2016!

No panorama nacional, este é um ano que fica marcado pelas vontades incessantes de uma minoria que desejou e deseja afincadamente que a “Geringonça” falhe redondamente, um ano de sucessos desportivos que ficam na história de todos nós e um ano que colocou um português num dos mais altos cargos mundiais. Em suma, um ano repleto de sucessos que nos fizeram e fazem sentir orgulhosos de sermos “lusos”.

Na realidade do “Pico”, 2016 foi um ano também ele de sucessos.

O turismo cresceu mais de 10% em hóspedes e cerca de 21% de receitas totais geradas por este setor (sem contabilização dos meses de Novembro e Dezembro). O Aeroporto do Pico registou a histórica marca de conseguir ultrapassar os 100.000 passageiros num só ano!


Os vinhos do pico, foram galardoados nas mais altas instâncias e a vinha do famoso Czar ficou eternizada no livro “Vinhas Velhas de Portugal” como sendo a única vinha açoriana destacada na elite das 19 vinhas nacionais. Tivemos um edifício vencedor do Prémio ArchDaily Building of the year (2016), o famoso Cella Bar, e o “Festival Cordas” da Miratecarts foi nomeado para os prémios Iberian Festival Awards na categoria “Best New Festival”, “Best Small Festival” e “Best Tourist Promotion” ou do Azores Fringe (também da autoria da Miratecarts) que foi nomeado para um dos maiores prémios nacionais da atualidade, o “Prémio AHRESP”.


Mas não só de prémios internacionais vive o sucesso e a magia do Pico.

Foi aqui, no Pico, que vi o verdadeiro sentido de integração e respeito social através de uma das maiores e mais sentidas exposições que fez o auditório do Museu dos Baleeiros ser demasiado pequeno para a dimensão do evento. A exposição “Como o Francisco vê o Mundo” da autoria de Francisco Rosa e promovido pela Direção Regional da Cultura através do Museu do Pico, foi um dos maiores movimentos sociais que alguma vez assisti e que deveria ser um modelo a copiar por todos os cantos do território nacional.


2016 foi um ano que servirá de orgulho a todos nós, mas apesar de todos os seus sucessos, não deixa de ser um ano que já passou, e que por esse motivo, deve passar a ser olhado apenas numa perspetiva de autorreflexão sobre o que fizemos bem e sobre o que fizemos menos bem, através de uma abordagem que nos permita evitar no futuro os erros aí cometidos.


A partir deste momento, já de nada serve chorar 2016. Agora, o foco tem de ser 2017!


Temos de olhar o presente ano com “olhos” críticos, com olhos que permitam uma visão de objetivos realistas e mensuráveis. Temos de abordar 2017 com uma vontade não só de conquistar novos objetivos mas também de corrigir o que de menos bem se fez no período anterior, e acima de tudo, de continuar a lutar pelos movimentos que se iniciaram em 2016 e que ainda não estão concretizados.


Temos de continuar a defender de forma construtiva a melhoria das condições do Aeroporto do Pico, mostrando que o Pico é uma mais-valia no segmento do turismo e por isso mesmo uma mais-valia para a Região Autónoma dos Açores. Temos de continuar a elevar o nome do Pico através da difusão da cultura e das artes e continuar o movimento natural de inclusão social que se tem feito até aqui.


Mas só isto não chega, é preciso mais, é preciso “agilizar” a burocracia instaladaé preciso permitir que quem aqui quer investir, quer profissionalmente quer pessoalmente, que o possa fazer de forma prática e “rápida”, sem complicações nem “barreiras” supérfluas que inibam qualquer vontade de continuar o seu projeto.


Temos de incentivar a instalação de novas famílias e de criar condições para que os jovens que saem por vários motivos tenham interesse em voltar e em se instalarem nesta maravilhosa “ilha”.


Este ano que agora se inicia, será sem dúvida um ano ambicioso e um ano de expectativas bastante elevadas. É importante ter presente que o envelhecimento da população é um fator real da nossa ilha, que o emprego fundamento pelo turismo é sazonal e que a realidade dos programas “recuperar” (que tem apoiado inúmeras famílias a não estarem no desemprego efetivo) não pode ser “a solução” final.


A criação de emprego “estável” tem de ser um dos objetivos fulcrais para 2017. Sem jovens não há futuro e sem trabalho não há jovens interessados em cá ficar. E o futuro do Pico está naqueles que nesta maravilhosa ilha querem ficar, naqueles que lutam diariamente para não ter de se mudar para novas paragens.    


Bem sei, que «Roma e Pavia não se fizeram num dia», mas também sei, «que o início de uma longa caminhada começa com um primeiro passo», e é esse primeiro passo que espero que possamos dar já em 2017!


Bom Ano.



Fonte: Site da Aerohorta

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