sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A vitória de uma "gloriosa derrota”!


Tal como um filho que é adotado por um pai, também eu me sinto adotado por este tesouro que se centra no meio do atlântico. Este tesouro que me fez sentir como que que este fosse também o meu espaço, o meu canto, a minha terra. Mas há momentos da nossa vida em que nos questionamos sobre o que fizemos, se o que fizemos fizemos bem, se simplesmente valeu a pena ou se aquilo pelo qual acreditamos é realmente aquilo pelo qual deveríamos lutar, pelo qual devemos continuar a caminhar.


Sei que sozinho muito pouco posso fazer, aliás, sozinho, muito pouco se pode fazer neste mundo, e o que se pode fazer, seria certamente mais completo e melhor se fosse feito em conjunto e em equipa. Ninguém pode nada sozinho!

Mas, também não é porque se caminha pelas mesmas estradas ou lendo os mesmos mapas que as pessoas se tornam iguais ou tomam as mesmas decisões. As interpretações têm isso de bom, podem ser variadas quanto mais variadas forem as pessoas ou os seus leitores.

Certamente que podemos desistir, que podemos dar por terminado um percurso que um dia pensámos em percorrer sem nunca o ter realmente conseguido chegar ao fim. Mas do que serviria? Que sentido teria então um dia termos idealizado fosse o que fosse? Qual teria sido o sentido da nossa luta?

É certo que teremos sempre quem nos pregue rasteiras, que teremos sempre alguém que nos puxe para trás quando tentamos avançar em frente. É certo, que teremos sempre quem não acredite nós e quem ache que não somos suficientes bons para fazer aquilo a que nos propomos, mas, se pelo menos um, se pelo menos uma pessoa acreditar que aquilo que dizemos e fazemos é algo de bom e benéfico para si, então, a nossa luta terá certamente um motivo e um propósito para vir a acontecer. E mesmo que o fim dessa luta seja a “derrota” pessoal, mesmo sabendo que o caminho me leva a um destino “menos próspero” em termos pessoais, a verdade, é que se esse caminho conseguir mover “consciências” para a luta de que acredito poder tornar o mundo um local melhor, então, significa que se abriu um caminho para que alguém, num futuro próximo, possa “vencer” esta batalha, e isso, é já por si uma “gloriosa derrota”!

A minha luta, a luta em que acredito, é a vontade de deixar o “meu” bocado de mundo um bocado melhor do que quando o encontrei, esse é o meu propósito, a minha luz! Essa é a luz que me faz continuar a caminhar muitas vezes, ou na maioria das vezes, contra uma corrente que sinto cada vez mais forte.

Sou um ser feito dos seus erros e das suas contradições, sou um ser do mundo, um homem embebido de teorias e ideologias dos quatro cantos do mundo. Um homem da luta e de trabalho, mas no fim, no final das contas, continuarei a ser um homem de raízes!

Comigo, trarei sempre as minhas raízes, essas não as posso nunca esquecer, são elas os traços que fazem de mim quem hoje sou. Mal tal como uma planta que pode ser transplantada para crescer e fazer a sua função noutro sitio, também eu quero dar o melhor de mim a esta que é a minha nova pátria.


Por isso, hoje sou um homem preso à aprendizagem da sua terra, um homem que contrariamente ao que lhe dizem, continua a teimar em acreditar que vive no melhor local do mundo!


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