terça-feira, 19 de setembro de 2017

Pico cresceu 10% nas dormidas do turismo no período entre Janeiro e Julho


De acordo com a última publicação sobre a atividade turística da SREA, a ilha do Pico cresceu 10,4% no número de dormidas durante o período compreendido entre Janeiro e Julho (2017) e quando comparado com o período homologo. Ao todo, falamos de mais 3.138 dormidas do que no mesmo período de 2016.


A acrescentar, encontra-se também o facto do crescimento até agora calculado corresponder a um aumento da receita total em cerca de 9.9%, o que significa que não só cresceu na quantidade como também conseguiu manter a sua “margem de receita”.

Apesar dos cerca de 10% de crescimento serem uma percentagem bastante animadora, a verdade é que comparativamente com as restantes ilhas, ficámos muito aquém dos 34.9% de São Miguel, dos 30,3% de Santa Maria ou dos 25,7% das Flores, mas também muito acima dos 0.5% das Flores ou dos -0.30% do Faial.

Independentemente das médias percentuais de crescimento da Região, o Pico continua a ser responsável por apenas 3.65% da receita global. À sua frente, ficam as Ilhas com maior fluxo de transporte aéreo, nomeadamente, São Miguel com 72,08%, Terceira com 13,36% e o Faial com 6,10%. São Jorge, a ilha logo a seguir ao Pico (e que possui características idênticas) é responsável por 1.40% da receita global.

A marcar a posição do Pico no segmento do turismo, temos o preço médio por noite que é o segundo maior da região (em 2016 tinha o preço médio mais alto) com a ilha de São Miguel a ocupar o primeiro lugar.

Isto tudo, numa ilha onde o número de disponibilidades de lugares nos transportes aéreos diminuiu e onde teimam em criticar o modelo de crescimento do turismo atualmente implementado. Onde teimam em querer alterar a estratégia do investimento privado nos Alojamentos Locais e nos espaços de Turismo Rural em detrimento de hotéis de maiores dimensões. Onde se teima em afirmar que a Ilha do Pico é cara e que se devia diminuir o preço do destino.


Mas quem nos visita, quem compra o destino Pico continua a ter a última palavra e ainda bem, pois mesmo com todos os condicionalismos até à chegada ao seu destino, o Pico continua a estar na moda, e não é apenas pelos seus tesouros naturais, mas principalmente, pelos tesouros culturais e sociais que cada pessoa carrega no seu dia-a-dia e que fazem da estadia de quem nos visita um momento único na vida!


2 comentários:

  1. Excelente análise e subscrevo por inteiro o último parágrafo!
    Haja saúde!

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