terça-feira, 10 de outubro de 2017

O problema de se voar para os Açores


Voar para o Açores tem de ser um verdadeiro “case-study” pois ultimamente não existem voos que não sejam autênticas aventuras. Mas, “livrem-se” os arautos da desgraça de apanhar já as pedras da calçada para iniciar os lançamentos à transportadora açoriana, os problemas não existem só na SATA, aliás, a TAP, é hoje a principal “personagem” desta mini reflexão.


Em voo desta terça-feira, os passageiros que voavam para o Pico via Terceira foram “apanhados” com uma informação de atraso de voo, contudo, os passageiros nunca perceberam muito bem qual o motivo do atraso (e julgo que pelas informações prestadas nem os trabalhadores da TAP sabiam muito bem do que se tratava). Ao todo, foram três as justificações dadas, alteração de aeronave, motivos operacionais e, espasmem-se agora, greve dos controladores aéreos em França! Mas pior que o atraso, que já é um hábito de quem viaja para os Açores, foi a prepotência por parte da TAP para com os passageiros que tentaram resolver o seu problema, uma prepotência que foi verdadeiramente digna de registo. No meu caso, fiquei a saber que afinal os “franceses” são donos disto tudo (expressão utilizada pela própria funcionária da TAP quando inocentemente questionei o motivo pelo qual uma greve em França afetava os voos em território nacional), e quando tentei arranjar soluções, percebi com todas as letras que o interesse por parte desta companhia era no fundo, nulo!
Mas mesmo assim não baixei os braços, e tal como uma bola de ping-pong, corri de balcão em balcão (TAP – SATA – TAP – SATA –TAP) para tentar arranjar um voo alternativo, resultado final foi que essa correria serviu apenas para fazer um bocado de cárdeo pois quer a greve, quer a alteração de equipamento, quer os motivos operacionais “são mais fortes” que qualquer vontade de chegar ao destino, e como a culpa morre sempre solteira, tanto a SATA como a TAP empurraram o problema entre si. No final, lá fomos todos “obrigados” a fazer o check-in, e cabisbaixos, percorremos os “corredores” da desgraça até ao nosso destino para ver os passageiros com destino a ORLY (aeroporto francês) não sofrerem qualquer “cancelamento” ou atraso no seu voo e, diga-se mesmo, que nenhuma das capitais europeias sofreu qualquer “interrupção” no seu funcionamento.

Todos os voos operados pela TAP tinham um “plano” e tinham novas marcações de horário, todos, menos o voo da terceira que tinha um “horário indefinido” e “inconclusivo” de resolução. E até para obter as informações, os passageiros tiveram que aguardar cerca de quatro horas.


No fundo, a conclusão que posso tirar disto tudo é que afinal o problema dos voos só pode estar no destino e não nas companhias, é que infelizmente já começa a ser hábito um voo de Lisboa para os Açores demorar tanto ou mais tempo que um voo para a Califórnia.

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