quinta-feira, 10 de maio de 2018

O Turismo não são apenas aviões!




Nos últimos anos, muito se tem lutado para melhorarmos as condições de operacionalidade da pista do Aeroporto do Pico, para aumentarmos o número de voos territoriais e interIlhas , e até mesmo, para melhorarmos as condições de acesso aos voos no que concerne à comparação de preços de voos em rotas similares.

Mas de que vale lutar com todas as nossas forças para aumentarmos o acesso à Ilha Montanha ou para melhorarmos a qualidade dos Alojamentos Locais e de Turismo Rural, se no final falhamos com o resto?

Infelizmente, continuamos a sentir uma necessidade imensa em darmos o “click” no que concerne à industria hoteleira/restauração. Urge, termos profissionais preparados e formados para “promover” os nossos produtos, os produtos produzidos no Pico.

Não podemos correr o risco, tal como já presenciei, de vermos um casal de turistas em pleno restaurante conceituado na Madalena, e depois de provarem o queijo com mel, questionarem se o queijo que acabaram de comer era o “famoso” queijo do Pico e a funcionária do restaurante responder “Oh Senhor, isso é mas é queijo do Alfredo!”.

Sim, é verdade, aquele até podia ser o queijo da fábrica do “Alfredo”, mas podemos sempre embelezar o produto, explicar o queijo e “vender” aquilo que de bom se faz no Pico.

Também não nos podemos esquecer da “arte de bem receber”, e quer-se queira quer não, o ramo da hotelaria / restauração é a porta de entrada para o mundo gastronómico do Pico.

Não nos podemos dar ao luxo, de quem no visita, e depois fazer o percurso das Lagoas (em direção à Terra Alta), chegar a um restaurante na Piedade às 13H15m para comer um “belo peixe fresco” e a funcionária dizer que já não pode servir comida porque “Além de já não serem horas de almoçar, a Cozinha já está limpa e arrumada”, ainda para mais, quando o horário de atendimento exposto na porta de entrada é das 12H00m às 14H00m.

É óbvio, que nenhuma destas situações é maldade ou má fé de quem esta a trabalhar arduamente para sustentar a família,  mas é também visível que estas situações demonstram firmemente a necessidade de “formação” para que o Pico possa dar mais esse salto qualitativo no que concerne ao sector do Turismo, ainda para mais, quando este cresce de uma forma exponencial.

É que não nos vale de nada exigir mais voos, mais alojamentos ou camas se no final de contas, depois não conseguimos oferecer a qualidade que o Turismo do Pico merece e que deve ser empregue para que nos continuemos a destacar. E esse é o Click que nos falta, é que de resto já temos tudo, bons produtos (peixe, carne, legumes e fruta), um bom ambiente, pessoas simpáticas e uma paisagem mágica, condições que por si só, já fazem do Pico uma ilha especialmente fantástica!

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